terça-feira, 8 de março de 2011

Enfim o Gigante (do Sul) acordou?

Estamos em pleno carnaval -  a maior festa a céu aberto do mundo -  que gera e espalha ondas de energia e alegria numa velocidade incrível através da rede de conexões entre pessoas, músicas, danças, fantasias e entorno. Só o Galo da Madrugada levou às ruas no último sábado no bairro de São José no Recife, mais de um milhão e seiscentos mil foliões, quantidade de gente maior do que toda a população da cidade medida pelo Censo Brasileiro de 2010 do IBGE.

É muito bonito ver a garra, a satisfação e a felicidade com que os apaixonados pelo carnaval desfilam suas fantasias e o seu orgulho momalesco quer seja na avenida, em cima de um carro alegórico, no Marco Zero, na praça,  no bloco de rua, no trio elétrico, nos bailes. Durante este período nós brasileiros nos transformamos em “brincantes”, “telespectadores”, “aproveitando para descansar”, “aproveitando para reenergizar”, “aproveitando para colocar a leitura em dia”, “aproveitando para fazer retiro espiritual”, “viajantes” ou “naqueles que trabalham durante o carnaval”.

Minha homenagem especial a todos os trabalhadores deste período que garantem o bem-estar, o conforto, a mobilidade e a segurança da grande maioria que quer descansar ou se divertir,  quer seja em hotéis, resorts,  restaurantes, lojas, bares, delegacias, empresas de água, energia elétrica, telefonia e internet. Especialmente aos garis, aos seguranças e aos jornalistas em seus diversos meios de comunicação,  aos que trabalham nos aeroportos, portos, ônibus, táxis, aviões, balsas e outros transportes marítimos e fluviais por este imenso Brasil afora.

Ao que se dedicam ao trabalho para possibilitar a emoção das pessoas que desfilam ou assistem aos desfiles das escolas de samba de São Paulo – onde acaba de sair vitoriosa a Vai-Vai -  ou do Rio de Janeiro, nos trios elétricos dos circuitos de Salvador, blocos do Recife e Olinda, Ouro Preto e outras centenas de cidades brasileiras e mostram um país vivo, pulsante, nota dez nos quesitos bateria, comissão de frente, evolução e conjunto.

É a harmonia do Gigante em movimento. Imaginemos estes mesmos e melhores atributos dos brasileiros em ação durante o ano inteiro nas Escolas, Repartições Públicas, Empresas, Hospitais, Câmaras de Vereadores? Do nosso magnífico Hino Nacional aprendemos e cantamos, quase sempre com lágrimas nos olhos e a mão no coração, “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido  // De amor e de esperança à terra desce  // Se em teu formoso céu, risonho e límpido  // A imagem do cruzeiro resplandece  //  GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA  // és belo, és forte, impávido colosso  //  E o teu futuro espelha essa grandeza  // Terra Adorada, Entre Outras Mil, És Tu, Brasil, Ó Pátria Amada! Dos filhos deste solo és Mãe Gentil, Pátria Amada, BRASIL! “

Que Nação dinâmica, justa e desenvolvida teremos mantendo este “Gigante pela própria Natureza” nesta ação do bem, do entretenimento, do turismo, da educação, da produção e do bom governo?

Quando olhamos o mapa mundi vemos no continente americano os três gigantes em extensão territorial. Estados Unidos e Canadá ao Norte, sendo este o segundo maior país do mundo em área total, atrás apenas da Rússia, e o Gigante do Sul, nosso Brasil. Os dois gigantes da América do Norte já acordaram há muito tempo. Talvez pelo rigor dos invernos.

O Canadá, formado por dez províncias e três territórios, obteve autonomia do Reino Unido em 1931 e é hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo, com uma economia diversificada e um relacionamento longo e complexo com os Estados Unidos, com quem tem a mais longa fronteira terrestre do mundo. Em seu Hino, os Canadenses cantam também o seu orgulho “Ó Canadá! Nossa casa e terra nativa! O Norte Verdadeiro forte e livre! Ó Canadá, nós ficamos de guarda para vós!”

O outro gigante, os Estados Unidos da América, acompanhamos de perto e sabemos quase tudo, pois as mídias se inspiram e servem de ressonância ao que esta grande Nação do Norte faz e diz.

Mas enfim, como sabermos se o nosso Gigante do Sul verdadeiramente acordou?  Quando percebermos que toda a sociedade participa com a mesma garra e alegria do carnaval, na grande construção que se ensaia para as próximas décadas em todos os setores de atividade neste país.

Entre vários grandes projetos em andamento no setor de Energia, Petróleo e Infraestrutura, um exemplo desta ação do bem é a construção da  Rodovia Transoceânica Brasil – Pacífico, que parte de Rio Branco no Acre passando pela Floresta Amazônica, atravessando os Andes peruanos e chegando a três portos do Perú: Ilo,  Maratani e San Juan de Marcona. Esta rodovia reduz em 6 mil quilômetros a distância da rota comercial do Brasil com a Ásia, via Oceano Pacífico, com impacto positivo no processo logístico do comércio internacional do Brasil com aquele continente.
                                                                                        
Desde os anos 90,  quando tive a oportunidade de conhecer quase todos os países da América do Sul, transformei-me num grande entusiasta dos projetos de integração da América Latina. Além da Rodovia Transoceânica Brasil – Pacífico, defendo também projetos com Satélites em Aplicações para Monitoramento do Clima, Meio Ambiente, Desmatamento, Oceanos, Agricultura, Pecuária, Segurança das Fronteiras, Combate ao Narcotráfico, Usinas Geradoras de Energia, Estradas, entre outras -  A experiência de uma segunda moeda comum a todos os países do Subcontinente da América do Sul, a Cooperação na  Modernização dos Serviços Públicos, a Cooperação e Desenvolvimento de Polos Turísticos e de Jogos, Centros Tecnológicos Multi-países, Portos Secos, Plataformas de Exportação de Serviços, entre outros.

Foi a mesma energia e alegria do carnaval que fez com que em 1970 rompêssemos o  isolamento histórico que tínhamos em relação aos países da América Espanhola, com a vitória da seleção brasileira de futebol levantando o tricampeonato mundial no México.

Hoje, quarenta e um anos depois, expandimos nossas cidades e nossas fronteiras do agronegócio rumo ao Oeste, aumentando a influência da zona do Real nos países vizinhos, onde somos queridos e admirados como o “Gigante do Sul”, país irmão de todos os Sul Americanos.

Assim como a União Européia, que começou como Comunidade Econômica em 1957 - cinqüenta anos depois -  passa a contar com 27 países integrantes com a entrada da Romênia e da Bulgária em 2007.

Se o “Gigante do Sul” enfim acordou, vai assumir naturalmente a liderança do processo de integração com os demais países da América do Sul.  Para o bem de todos!

Bom final de carnaval.  Até a próxima.

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