domingo, 31 de julho de 2011

A transformação do país em uma década


Sabe aqueles momentos na vida da gente onde sentimos que as coisas estão indo bem, mas algo importante está faltando? Pois é assim que eu me sinto ao escrever este texto do meu blog no Izeebz.

Sabemos que o Brasil está indo bem, que nossa economia cresceu 7.5% o produto interno bruto, que vivemos um Estado democrático de direito e que podemos estar vivendo uma “década de ouro”.

Ontem, assisti à cerimônia do sorteio das chaves das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 e senti orgulho de ser brasileiro, mas, ao mesmo tempo, ocorreu-me a visão recorrente de uma sociedade pseudo-pacífica, em desequilíbrio histórico e carente de lideranças mobilizadoras e do bem. Uma liderança forte faz toda a diferença para forjarmos uma sociedade moderna e justa apta a liderar a transformação do nosso planeta em um lugar melhor para se viver.

Observem nossos “líderes” políticos. Observem as autoridades brasileiras e veja seus comportamentos destorcidos. Como exemplo, olhem com atenção para o Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e observem a sua empáfia de senhor todo poderoso e intocável, assim como a grande maioria dos que detém o “poder político”.  Poder político obtido ou mantido de forma ilegal ou imoral, não é legítimo!

A evolução da nossa sociedade passa pela revisão dos padrões da rede de conexões e da qualidade dos conteúdos – princípios morais e éticos, contribuição para o bem comum – e da relação entre os que deveriam “prestar serviços” à sociedade, mas, ao contrário, servem-se dela, com o risco de tornar permanente o desequilíbrio histórico para além da década dourada.

Os brasileiros trabalhadores e do bem querem passar o país a limpo para que um novo Brasil surja na década de 2020!  Para mim, o algo importante que falta é o Portal. O Portal que permita transpor todo o país para uma nova realidade, com modelos de sustentabilidade, programas de reformas estruturantes, nova Constituição Federal à luz do papel do país no mundo, transformação dos políticos e sindicalistas em executivos com boa formação moral e conteúdo técnico e de gestão, redução dos desperdícios, desenvolvimento da liderança servidora, agregação de qualidade aos processos de tomada de decisão, e investimento estratégico e massificado em educação. 

Se o objetivo maior do ser humano é a felicidade, ela pode ser conquistada juntamente com a emoção de viver o nosso tempo com intensidade, de contribuir de forma voluntária, solidária e colaborativa, desde que tenhamos a coragem de transpor o Portal transformador da década de ouro, que teria o poder de regenerar e dar a chance do recomeço àqueles que se apresentassem com humildade, sabedoria e espírito de bem servir.

Sabe aqueles momentos na vida da gente onde sentimos que as coisas estão indo bem, mas algo importante está faltando? Pois é, falta o Portal que realizaria os sonhos das pessoas de bem deste país.

Até a próxima.

domingo, 3 de julho de 2011

A primeira Consultoria Empresarial na Web


Este mês de julho/2011 será marcado pelo lançamento do primeiro Portal de informações, serviços e consultoria empresarial na Web, como resultado do trabalho iniciado com a postagem deste blog e sua repercussão nos últimos seis meses.

O objetivo do Portal será contribuir com o progresso e protagonismo do Brasil no longo ciclo de crescimento econômico com redefinição do capitalismo e do perfil da pirâmide de renda das classes econômicas. Segundo a revista Exame, em 2014 teremos 31 milhões de brasileiros nas classes A/B, 113 milhões na classe C e apenas 59 milhões nas classes D/E. É uma mobilidade social surpreendentemente fantástica desde a adoção do Plano Real.

Como sede dos mais importantes eventos esportivos mundiais nesta década, nosso país precisa reduzir dramaticamente as deficiências existentes na educação, saúde, infraestrutura, transportes, segurança pública, energia, implementar as reformas tributária, sindical, trabalhista, política e previdenciária  entre outras, o que somente será viável com a integração e o trabalho conjunto entre os setores público, privado e terceiro setor em busca de um objetivo comum: o de colocar o Brasil entre as Nações mais desenvolvidas do Planeta até 2050. Confiamos muito na capacidade de realização das potencialidades do país e da liderança na “transformação do Planeta” na primeira metade do século XXI.

Além da equipe de consultores da Sedna Partners Consultoria Empresasrial e Criação de Valor e de nossos Parceiros, que dará suporte ao atendimento consultivo através do Portal, vamos estruturar um Conselho Editorial convidando executivos, empresários, consultores, professores e conselheiros de administração experientes para recomendarem o melhor conteúdo a ser produzido ou indicado para que o visitante encontre no Portal informações relevantes para sua vida corporativa, pessoal e a para formação da cidadania.

Segundo a definição do Guia da Profissão de Consultoria Empresarial da ILO-International Labour Organization, órgão das Nações Unidas responsável pelos padrões internacionais de relações de trabalho, a consultoria empresarial “é um processo consultivo no qual os profissionais da consultoria prestam serviços especializados de ajuda externa em conteúdo, processo, domínio, organização e aplicação de tecnologias, não sendo o consultor responsável pela execução das atividades, mas sim pela ajuda àqueles que o são.”

Consultores de governança e gestão são trabalhadores do conhecimento que estão associados às melhores firmas de consultoria. Estes firmas investem no treinamento, qualificação e certificação destes profissionais por órgãos acreditados e com reconhecimento internacional, adotando metodologias analíticas com base científica e melhores práticas aplicadas de forma independente, ajudando a organização do cliente a identificar problemas de governança, gestão e de performance, analisar os problemas e oportunidades de melhorias e otimização de resultados, recomendando soluções para estes problemas e apoiando, quando solicitado, na fase de implementação das soluções.

Iremos responder perguntas e tirar dúvidas dos gestores sobre questões relacionadas à governança corporativa, desempenho organizacional e gestão. O novo Portal trará também informações relevantes sobre planejamento estratégico, gestão de pessoas, gestão da informação, gestão de projetos, programas e empreendimentos, riscos e crises, liderança, cidades inteligentes, sustentabilidade, inovação, integração regional e globalização, em adição ao já focalizado padrão em rede de conexões visíveis e ocultas e aos quocientes de inteligência, emocional e espiritual QI QE QS.

O próximo texto deste blog será postado dentro do novo Portal.
Aguarde e surpreenda-se.
Até lá.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A geração “Y” e o banco do futuro


É interessante como as características comportamentais e de consumo das diferentes gerações humanas guiam cada vez mais as estratégias de marketing das empresas e das políticas públicas, principalmente nos países ricos.

A geração das pessoas nascidas antes de 1945, denominada de Tradicional ou de Belle Époque, foram criadas em época de muito sacrifício, enfrentaram a grande depressão e a segunda guerra mundial, tendo que aprender a sobreviver e a reconstruir o mundo. Talvez por isso, prefiram hierarquias rígidas, trabalhando em uma única organização durante toda vida.

Os baby-boomers, nascidos entre 1946 e 1965, quebraram padrões comportamentais e lutaram pela paz e amor. São mais otimistas e priorizaram a educação dos filhos.

Já seus filhos da geração X nascidos de 1966 a 1980, enfrentaram crises como a do desemprego, tentaram equilibrar vida pessoal e trabalho, mas tornaram-se céticos e superprotetores.

A badalada geração Y, composta por quem tem entre 11 e 30 anos, apresenta como característica principal ter sido criada na época de grandes avanços tecnológicos, estimulados por tarefas múltiplas, são os que mais utilizam as redes sociais e smartphones. Nunca houve uma geração tão bem informada quanto a Y. Estes jovens estão transformando as organizações e os ambientes de trabalho, colocando um desafio novo para o mundo corporativo que ainda não sabe como lidar com esta nova versão de líderes que querem reformar a sociedade. Para estes jovens, tudo é possível. Lutam por altos salários desde cedo, são extremamente individualistas e competitivos, público-alvo de ofertas de novos serviços e tecnologia, porém, talvez pelo excesso de informação, têm conhecimento superficial sobre as coisas. Muitos irão trabalhar em profissões que ainda não existem.

E da geração Z, crianças nascidas a partir de 2001, podemos esperar mais pressões por mudanças e quebra de paradigmas moldando um verdadeiro mundo novo a partir dos anos 2030, pois já nascem conectadas.

Do lado dos bancos, até o lançamento do Plano Real em 1994 que trouxe estabilidade para nossa nova moeda, o Real, o Brasil passou desde 1980 por vários planos econômicos e trocas de moedas em um ambiente hiperinflacionário, que exigiu dos bancos investimentos em tecnologia aplicada que permitisse velocidade e confiabilidade para lidar com o monstro da inflação. Isto fez com que o sistema bancário nacional se transformasse em um dos mais evoluídos do mundo, possibilitando acesso fácil e seguro a milhões de usuários em praticamente todos os municípios do país.

Esta semana aconteceu no Transamérica Expo Center aqui em São Paulo, a 21ª. edição do Ciab FEBRABAN, evento que se transformou no maior congresso de Tecnologia da Informação da América Latina e um dos mais importantes do mundo, com o tema central “Tecnologia Além da Web”, incluindo jantar comemorativo dos 15 anos do Internet Banking no Brasil.

Mas o canal bancário mais utilizado pelos usuários é a rede impressionante de caixas eletrônicos (ATM), respondendo por 32% ou 17,8 bilhões de operações em 2010. Em segundo lugar está o Internet Banking com 23% do total das transações.  Já a utilização de cheques caiu 9% e reduziu de 1,2 bilhões em 2009 para cerca de 1,1 bilhões em 2010.

Só que para a geração Y, o que os bancos fizeram ainda é pouco. Eles querem o “banco do futuro” já! O crescimento do Internet banking e do mobile banking – onde o cliente pode realizar transações por celulares, smartphones e outros dispositivos móveis – cresceu 72% em um ano, atingindo 2,2 milhões de correntistas. Para atrair e reter estes jovens, o banco do futuro terá que reinventar sua forma de operar, reduzindo cada vez mais as operações em “agências” e disponibilizando novos canais, aplicações e serviços remotos baseados em conceitos de interatividade, rapidez e conveniência.

Se no passado, os bancos obrigavam os clientes a irem até uma agência, hoje disponibilizam canais para atendimento remoto, mas tarifam os clientes por qualquer operação, ainda é muito complicado e não intuitivo e trata os clientes com certo desdém, a menos que seja um cliente “premium”.

O banco do futuro terá que ser simples, agregar muitos serviços e facilidades como geolocalização, financiamentos expressos, realidade aumentada, dicas e ofertas, além de ajudar o cliente e fazer “render” seu dinheiro, ao invés de taxar, tarifar e amarrar o correntista como ainda acontece hoje.  Cheques tendem a desaparecer e o dinheiro será cada vez mais substituído pelos meios eletrônicos de pagamento, ou seja, Internet, cartão, smartphones, chips implantados no corpo, roupas biométricas.

Que venha o futuro!

Até a próxima.

domingo, 5 de junho de 2011

É a gestão, estúpidos!

Seria cômico, se não fosse trágico. Rezemos para que Peter Ferdinand Drucker, o austríaco gênio da administração moderna, venha nos socorrer. Faltando apenas três anos para a abertura do que será a vitrine do mundo, assistimos ao bate-cabeças das organizações e dos agentes responsáveis pela preparação do país para a Copa do Mundo de 2014.

Esta incapacidade em gerenciar eventos complexos e seus respectivos empreendimentos como a construção dos estádios, aeroportos, transportes públicos, hotéis, centros de convenção, centros de imprensa, segurança pública e usinas de geração de energia para as doze cidades-sede, pode expor nesta vitrine improviso, incompetência e malversações.

E a questão não é restrita à realização da Copa do Mundo em si. É também sobre o legado que este evento deixará para o país, quanto será capitalizado para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros comuns, para o aumento da competitividade dos produtos e serviços das empresas brasileiras, ou mesmo como administrar os estádios-arena e os aeroportos no pós-copa e manter os novos hotéis com níveis de ocupação satisfatórios.

No mundo globalizado, a capacidade competitiva é cada vez mais dependente dos trabalhadores do conhecimento, dos modelos de gestão e das equipes de alto desempenho. Um dos papéis mais importantes do gestor é desenvolver o potencial de cada indivíduo e das equipes transformando-os em trabalho produtivo e integrado na busca do bem comum e do desenvolvimento sustentável, este princípio que deve nortear as relações entre Estado, empresas, organizações sem fins lucrativos, indivíduos e sociedade.

Na hipótese de que todos os agentes políticos e técnicos, públicos e privados tenham o desejo genuíno de cumprir sua missão com irrepreensível correção moral em busca do bem-comum, deveriam preparar-se melhor para as formulações estratégicas, a definição dos modelos de gestão, a elaboração de planos de comunicação, a escolha e aplicação de ferramentas de apoio à decisão e a integração colaborativa entre as diversas organizações e indivíduos envolvidos. Isto é gestão.

Gestão aprende-se na escola e através das boas práticas. A principal causa-raiz desta deficiência nacional encontra-se na baixa qualidade do sistema educacional, do baixo investimento e da ineficácia dos programas de desenvolvimento gerenciais. Onde se ensina profissionais, organizações e governos a lidar com altos graus de complexidade, incorporando-os em seus planos estratégicos? Onde se planeja para confrontar riscos antes que se transformem em crises?

A solução está na melhoria dramática da educação, treinamento e desenvolvimento gerencial e organizacional com investimentos inteligentes em metodologias, sistemas analíticos e de otimização, escritórios de estratégia e de gerência de programas e projetos, análise e mitigação de riscos e prevenção de crises.

A frase parafraseada do ex-presidente Bill Clinton durante a campanha de 1992 quando disse para um assessor, "It's the economy, stupid!" pareceu-me bem apropriada para a analogia.

Cerca de cinco bilhões de pessoas assistirão aos jogos da Copa do Mundo. Que imagem de fora dos estádios vamos apresentar ao mundo? Quando os holofotes do Maracanã se apagarem na noite de 11 de Julho de 2014 direcionando-se para a Rússia-2018, esperamos que o mundo esteja maravilhado com as belezas naturais do Brasil, com nossos programas de sustentabilidade e com a capacidade de superação dos brasileiros.

Até a próxima.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os telômeros e a idade biológica

Quem não gostaria de saber quanto tempo de vida ainda tem? Agora é possível. Através de um exame de sangue são medidos os comprimentos dos telômeros - as extremidades dos cromossomos - que quanto mais longos indicam uma idade biológica mais jovem.

O médico russo Dr. Alexandre Bogomoletz sustenta que um homem aos 70 anos é ainda jovem, pois viveu apenas metade da sua vida natural. A tese usa como base o fato de a duração da vida de um mamífero ser de dez a doze vezes o tempo que o animal leva para atingir a maturidade, então, a duração normal da existência humana deveria estar entre 200 e 250 anos.

Aos 114 anos, Vó Quita, moradora de Carangola na Zona da Mata de Minas Gerais, acaba de entrar para o livro dos recordes como a mulher mais velha do mundo.

Na cultura japonesa, um homem só está pronto para assumir posições de grandes responsabilidades, aos 55 anos de idade. Antes disso, é considerado como tendo “pouca experiência de vida”.

Com a expectativa de vida chegando aos 80 anos, podemos ter uma vida econômica e intelectualmente produtiva por mais de 50 anos, possibilitando o exercício de mais de uma profissão ou carreira ao longo da vida, principalmente para aqueles que gostam de diferentes áreas do conhecimento e têm dificuldade em escolher uma única carreira, normalmente especializada.

Na sociedade pós-industrial, segundo a teoria do sociólogo, professor e autor italiano Domenico De Masi, o ócio criativo deverá ser prática comum permitindo maior interação entre trabalho, entretenimento e estudo com horários cada vez mais flexíveis no ambiente da empresa ou fora dela, podendo até mesmo ser desenvolvidas em casa.

Eduardo Cupaiolo, no seu excelente “Contrate Preguiçosos” da MC Editora (ISBN 85-7325-410-6) nos conduz através de seus 34 artigos publicados ao longo de vários meses no website da Peopleside, apresentando uma alternativa inteligente para que o “homus corporativus” não viva somente para os negócios, conseguindo ter um equilíbrio nas diversas dimensões da vida.

Isto tudo tem seu lado bom. Cheque periodicamente o comprimento dos seus telômeros, mas não se descuide dos males socioambientais como violência e poluição que podem anular todo seu esforço de retardar o envelhecimento celular.

Até a próxima.

domingo, 15 de maio de 2011

Caminhos para o futuro

Na obra Admirável Mundo Novo de 1932, Aldous Huxley descreve uma sociedade fictícia de um mundo futurista e sombrio onde os seres humanos são gerados em tubos de ensaio e condicionados para obedecerem padrões de uma vida mecanizada, deixando ao selvagem a alternativa: viver a utopia ou permanecer no primitivismo.

Pois bem, esta encruzilhada da ficção pode tornar-se realidade. Cerca de 1,6 bilhão de pessoas ainda vivem sem energia elétrica. Ontem, o cantor Michel Martelly tomou posse como o 56º presidente do Haiti sob um apagão, precisando das luzes dos fotógrafos para assinar o termo da posse. Caso estes novos consumidores fossem atendidos a partir de uma rede elétrica alimentada por carvão, gás natural ou petróleo, a poluição e as alterações climáticas seriam devastadoras para o planeta.

Não é mais possível sustentar o crescimento econômico com base nos combustíveis fósseis - os mesmos utilizados desde a Revolução Industrial do século XVIII - assim a raça humana tem que buscar alternativas. Países do primeiro mundo, como Estados Unidos, Alemanha e Japão, já há algum tempo não aceitam mais indústrias altamente poluentes como mineração, petróleo e siderurgia em seus territórios, e vêm empurrando estas usinas para países como o Brasil, China, Índia, Rússia e Turquia.

Nesta nova Era da Energia e do Clima, o verde é um valor que precisa ser cada vez mais preservado. Só que uma revolução verde está longe de acontecer represada pelos gigantescos interesses econômicos em disputa e pelo eficiente lobby das corporações beneficiadas que são mais poderosas do que muitos estados nacionais.

No caminho para o futuro, uma cruzada contra os combustíveis fósseis e a favor da energia limpa e renovável é a melhor alternativa. O barco MS Turanor, concebido pelo jovem suíço Raphael Domjan no projeto Planetsolar, completa metade de sua viagem de volta ao mundo aportando em Noumea na Nova Caledônia. www.planetsolar.org Construído em Kiel na Alemanha, em 27 de setembro do ano passado este catamarã silencioso e não poluente, iniciou sua viagem no porto de Monte Carlo usando apenas a energia solar como fonte de energia para a propulsão dos seus dois motores.

Na hipótese da vida ficar inviabilizada em nosso planeta, temos a alternativa rumo ao espaço.  Um projeto da NASA http://mars.jpl.nasa.gov/odyssey/index.cfm em estágio avançado, faz da colonização da Lua, ponto de apoio para a exploração de Marte, o planeta vermelho. A fase de preparação iniciou-se há cinquenta anos com os módulos experimentais na Antárctica.

Até 2018, será instalada a base de pesquisa científica em “Oceanus Procellarum” no solo lunar, pois apresenta facilidade de comunicação contínua com a terra, é plano e tem poucas pedras, o que ajuda na instalação das estufas climatizadas a serem preenchidas com plantas terrestres.

Em 2023 esta base lunar será colonizada pelos humanos e terá início a instalação de estufas em solo marciano. Enquanto a viagem da Terra à Lua leva três dias, a viagem a Marte levará seis meses.

Pelos dólares alocados nos projetos de colonização e exploração espacial comparados com os dólares disponíveis para o desenvolvimento da energia limpa e renovável, que preservaria a qualidade de vida no planeta e atenderia à demanda por energia elétrica do povo do Haiti e dos 1,6 bilhão de pessoas sem este recurso no mundo, podemos inferir que as nações e corporações líderes preferem a alternativa rumo a Marte. Espero que neste futuro, as colônias de estufas cooperem entre si, evitando conflitos artificiais que alimentariam nova indústria de armas, destruição, poluição e a necessidade de migrar rumo a Júpiter.

Até a próxima. 

domingo, 8 de maio de 2011

Penso, logo existo!

Os filósofos gregos e os escolásticos acreditavam que as coisas existem simplesmente porque precisam existir.

René Descartes (1596-1650), o primeiro pensador moderno, institui a dúvida: só existe o que pode ser provado. Penso, logo existo! Sustentado em evidências objetivas, deixa-nos seu método cartesiano com quatro etapas – 1. verificar as evidências; 2. analisar em unidades simples; 3. sintetizar as unidades estudadas e; 4. enumerar todas as conclusões e princípios utilizados para manter a ordem do pensamento - que passa a ser a base da matemática moderna.

No Brasil do século 21, ainda temos baixíssima taxa de inovação e produção de conhecimento, um dos fatores críticos de sucesso e de sustentabilidade de uma economia moderna candidata à quinta posição no ranking das maiores do mundo global.

Na Academia, entre as duzentas melhores Universidades, não temos nenhuma brasileira. Nestas bandas, nunca demos a devida importância ao método científico, aos conceitos, teorias, metodologias e planejamento. Há uma preferência nacional pelas emoções do improviso.

Enquanto os países desenvolvidos e emergentes não param de inovar, faltam pensadores, planejadores, estrategistas e conselheiros no Brasil, assim como faltam engenheiros, gerentes de projetos, arquitetos de sistemas, médicos pediatras, entre outros.

O conceito de planejamento estratégico aplicado a países, setores da economia e corporações vem sendo adotado e evoluído como método científico, caracterização de escolas do pensamento e formulação estratégica e análises heurísticas sobre os processos de implementação da estratégia desde a década de 1960. No governo Kennedy, seu secretário de Defesa, Robert (Bob) McNamara   aplicou conceitos e implementou o planejamento estratégico.

Mas foi o canadense Henry Mintzberg, Ph.D. e professor do M.I.T. que criou a base metodológica para o pensamento estratégico, classificando-os em 1998 em dez escolas de estratégia.

Em 2005, os professores de Harvard, Robert Kaplan e Dave Norton propuseram em artigo a criação de um “escritório de gestão da estratégia”, poderosa ideia que vem prosperando rapidamente no mundo desenvolvido.

De acordo com André Coutinho e Saulo Bonassi em “O Ativista da Estratégia” lançado esta semana pela Campus, “é necessário uma ponte entre dois mundos aparentemente distantes, o da arte de criar estratégias e da ciência de leva-las à efetiva implementação”. Neste livro cocriado com 26 executivos brasileiros, eles ressaltam a importância do papel do Ativista da Estratégia e do escritório de gestão da estratégia.

Em um país que dá pouca importância ao método, se não ocorrer uma transformação profunda nas estruturas de governança e gestão das empresas e das instituições públicas, infelizmente é baixa a probabilidade de adoção das experiências bem sucedidas com a criação dos escritórios de gestão da estratégia nos outros países.

Tomemos como exemplo o caso dos profissionais que trabalham com gerência de projetos. O renomado instituto internacional PMI – Project Management Institute coloca à disposição dos interessados, empresas, ongs e governos, padrões, boas práticas, formação e certificação de profissionais além de incentivar a instalação do escritório de gestão de projetos. E o que vemos em nosso país, que tem um déficit gigantesco de infraestrutura?  Letargia e indiferença na aplicação sistemática das melhores práticas e de ferramentas analíticas poderosas para este fim.

Descartes está morto há mais de 350 anos, mas seu método ainda pode ajudar a tirar nosso país da mentalidade de que as coisas existem simplesmente porque precisam existir. E dá-lhe improviso!

Conclamamos aos  profissionais e organizações a atribuirem mais importância ao método, ao planejamento, à estratégia e à gestão, preparando-se para serem verdadeiros agentes da transformação da Sociedade brasileira em sintonia com as melhores nações em respeito e qualidade de vida no século 21.

Até a próxima.