À medida que o conteúdo deste blog vai se formando, eu pensei em iniciar já nas próximas semanas, uma série de textos associando o “Tzaitgaist” (é assim que se pronuncia) com o padrão em redes de conexões e os quocientes QI, QE e QS.
O termo “zeitgeist” – cuja tradução significa “espírito do tempo” - foi introduzido no século 18 pelos filósofos alemães Herger e Hegel para se referirem ao nível de avanço intelectual e cultural do mundo em uma determinada época. Já em 2007, este termo foi adotado para o lançamento de uma série de filmes apresentando teorias sobre as origens do cristianismo e sobre possíveis conspirações por trás dos ataques de “11 de setembro aos Estados Unidos”.
Estou antecipando minha referência ao “zeitgeist” neste texto, pelo fato desta semana ter ocorrido o “11 de março do Japão”, um terremoto de 8,9 graus – o maior já registrado na história do país - que atingiu a costa nordeste provocando um rastro de destruição e morte de 2.000 pessoas com mais de 1.900 feridos. Imagens impressionantes do momento dos tremores e das ondas gigantes que invadiram praias, estradas, portos, aeroportos e cidades, gravadas por câmaras de monitoramento e celulares, foram vistas em todo mundo. E o país ainda está em alerta máximo, pois há probabilidade acima de 70% de ocorrerem tremores secundários nos próximos dias e de novas explosões na usina nuclear de Daiichi em Fukushima.
Tenho uma ligação muito forte com o Japão, pois além dos períodos curtos que lá estudei em 1977 e 1981, morei com a minha esposa de 1988 a 1992, quando nossa primeira filha nasceu na véspera do Natal de 1989 no Hospital Católico de Tóquio, tendo como padrinhos amigos japoneses. Neste período, as Irmãs caminham em procissão à noite em todo o hospital, carregando velas e entoando cânticos natalinos maravilhosos. Felizmente nossos amigos e conhecidos japoneses estão bem.
Caso este terremoto ocorresse em outro país, o nível de destruição certamente teria sido muito maior. Isto é verdade porque os japoneses são conscientes de que catástrofes naturais desta magnitude continuarão a ocorrer em seu território e em outros países, por isso destinam muitos recursos para planejamento, prevenção e organização da população para enfrentar terremotos, tufões, furacões e maremotos, construindo sua infra-estrutura reforçada para suportar tremores e ventos de alta velocidade.
Mais uma vez a natureza nos ensina que a sustentabilidade da vida humana passa pelo respeito ao meio ambiente, às leis da física, e pela dinâmica das sociedades e países em suas interações contínuas com as forças da natureza.
Algo parece ser determinado pelo “espírito do tempo”, que age como se fosse a soma das consciências em sincronia com eventos naturais, modificando assim seu estado para melhor ou para pior de acordo com o ponto de vista humano. Desde a revolução da agricultura na Baixa Mesopotâmia há oito mil anos, passando pelas civilizações dos Sumérios, Assírios e Caldeus, pelo êxodo hebreu do Egito, por Alexandre Magno, por Roma, pelo Cristianismo, pelo Império Chinês, pela Idade Média, pelos Grandes Descobrimentos, pelos Maias, Incas e Astecas, pelo Império Britânico chegando aos dias atuais, o ser humano tenta desvendar estes mistérios mapeando as conexões entre os eventos para que possamos exercer maior controle sobre nosso destino.
Minha homenagem ao bravo povo japonês, e que a solidariedade internacional prevaleça nesta difícil hora. Até a próxima.
Nenhum comentário:
Postar um comentário