Quem não gostaria de saber quanto tempo de vida ainda tem? Agora é possível. Através de um exame de sangue são medidos os comprimentos dos telômeros - as extremidades dos cromossomos - que quanto mais longos indicam uma idade biológica mais jovem.
O médico russo Dr. Alexandre Bogomoletz sustenta que um homem aos 70 anos é ainda jovem, pois viveu apenas metade da sua vida natural. A tese usa como base o fato de a duração da vida de um mamífero ser de dez a doze vezes o tempo que o animal leva para atingir a maturidade, então, a duração normal da existência humana deveria estar entre 200 e 250 anos.
Aos 114 anos, Vó Quita, moradora de Carangola na Zona da Mata de Minas Gerais, acaba de entrar para o livro dos recordes como a mulher mais velha do mundo.
Na cultura japonesa, um homem só está pronto para assumir posições de grandes responsabilidades, aos 55 anos de idade. Antes disso, é considerado como tendo “pouca experiência de vida”.
Com a expectativa de vida chegando aos 80 anos, podemos ter uma vida econômica e intelectualmente produtiva por mais de 50 anos, possibilitando o exercício de mais de uma profissão ou carreira ao longo da vida, principalmente para aqueles que gostam de diferentes áreas do conhecimento e têm dificuldade em escolher uma única carreira, normalmente especializada.
Na sociedade pós-industrial, segundo a teoria do sociólogo, professor e autor italiano Domenico De Masi, o ócio criativo deverá ser prática comum permitindo maior interação entre trabalho, entretenimento e estudo com horários cada vez mais flexíveis no ambiente da empresa ou fora dela, podendo até mesmo ser desenvolvidas em casa.
Eduardo Cupaiolo, no seu excelente “Contrate Preguiçosos” da MC Editora (ISBN 85-7325-410-6) nos conduz através de seus 34 artigos publicados ao longo de vários meses no website da Peopleside, apresentando uma alternativa inteligente para que o “homus corporativus” não viva somente para os negócios, conseguindo ter um equilíbrio nas diversas dimensões da vida.
Isto tudo tem seu lado bom. Cheque periodicamente o comprimento dos seus telômeros, mas não se descuide dos males socioambientais como violência e poluição que podem anular todo seu esforço de retardar o envelhecimento celular.
Até a próxima.
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